Saúde
no Prato
O que
comemos determina o vigor que temos. A recente descoberta
de que o azeite tem propriedades semelhantes às dos
analgésicos demonstra que o que pomos na mesa pode
curar-nos – ou dar cabo do nosso bem-estar. A ciência
indica pistas, mas garante não haver alimentos milagrosos.
Consumir gorduras «boas», evitar as «más»,
reduzir os açúcares e diversificar a ementa
só dá frutos quando conjugada com estilos
de vida sãos.
Clara
Soares / VISÃO nº 654 15 Set. 2005
A
má disposição resolve-se com um chá,
os espinafres são amigos da vitalidade e as cenouras
fazem olhos bonitos. Há quem lhe chame sabedoria
popular, mas esta «medicina» empírica
está no centro das atenções da comunidade
científica.
Tudo começou com
a pirâmide alimentar, inspirada nas orientações
do departamento de Agricultura dos Estados Unidos, no
início dos anos 90.
A revisão do esquema da alimentação
saudável, assente em novos estudos epidemiológicos,
mostrou que, afinal, certas gorduras (do peixe e dos óleos
vegetais) são benéficas para o coração
enquanto os hidratos de carbono (sobretudo os refinados)
podem trazer complicações metabólicas
e desencadear doenças, como a diabetes e o mau
colesterol. Nos últimos anos, os investigadores
começaram a interessar-se pelos alimentos funcionais.
«Aqueles que, à luz da ciência, têm
componentes benéficos para a saúde e podem
curar doenças crônicas, desde que incluídos
numa dieta equilibrada», explica Xavier Malcata,
diretor da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade
Católica, no Porto.
É o caso do chá verde, que assumiu um novo
estatuto após demonstrado o poder das catequinas
e as suas propriedades anticancerígenas. O alho
e a cebola são agora reconhecidos anti-inflamatórios
naturais, por conterem aleína. Igualmente provado
está o fato de o tomate ser um inimigo do cancro
(da próstata, cólon, pâncreas e pulmão),
graças ao pigmento que lhe dá cor, o licopeno.
«São químicos existentes nos alimentos
que, comprovadamente, previnem e tratam doenças,
ou melhoram o desempenho fisiológico», afirma
a presidente da Associação Portuguesa dos
Nutricionistas, Alexandra Bento.
Desiluda-se,
porém, se acredita que, ingerindo tais alimentos
em maior quantidade, pode compensar erros alimentares
ou condutas de risco, como o sedentarismo, o consumo de
tabaco ou as noitadas sucessivas. A regra continua a ser
«evitar excluir alimentos da dieta, optar por produtos
frescos, comer mais peixe que carne, diversificar a ementa
e não saltar refeições», assegura
Carlos Canhota, da Associação Portuguesa
de Médicos de Clínica Geral. Esta é
uma verdade simples, confirmada pelos especialistas, mas
difícil de pôr em prática. Há,
porém, cada vez mais pessoas dispostas a experimentar
novos cabazes de compras. Desde que abriu, há 12
anos, o mercado da Biocoop, às portas de Lisboa,
tem um número crescente de freqüentadores
(atualmente, cerca de 2 mil por semana). «Os produtos
biológicos, de origem natural e isentos de químicos,
têm mais gosto e são, para a maioria, sinônimo
de poupança na farmácia», diz o gerente,
Ângelo Rocha.
Com
efeito, o maior estudo sobre nutrição, realizado
ao longo de 20 anos pelas universidades de Oxford (Reino
Unido) e de Cornell (EUA) e pela Academia Chinesa de Medicina
Preventiva mostra que a alimentação pode ser
a causa – mas também a cura – de doenças
cardiovasculares, da diabetes e da osteoporose. Colin Campbell,
coordenador da pesquisa e dirigente do World Cancer Research
Fund, afirma que os alimentos de origem animal – ricos
em sal e gordura, quase sem fibras nem antioxidantes –
contribuem para aumentar os níveis de colesterol
no organismo, o que origina certos tipos de cancro e problemas
cardiovasculares. Este perito defende a inversão
dos hábitos alimentares, salientando a importância
dos vegetais na longevidade.
Verde, que te quero
verde
«Comer para viver» é, por isso, sinônimo
de alimentação saudável. Para a nutricionista
Florbela Mendes, significa consumir regularmente produtos
naturais com gorduras «boas» (ácidos
gordos ômega-3), fibras, probióticos e fitoquímicos
(substâncias vegetais com propriedades antioxidantes,
antitumorais e anti-inflamatórias). Os feijões
de soja e derivados – tofu, sumos e leite –
reduzem o risco de doenças crônicas, graças
às suas hormonas vegetais – as isoflavonas
–, também presentes nos amendoins e nas uvas.
O potencial terapêutico da soja foi reconhecido
pela Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos,
e, assegura Ana Cristina Ruivo, da Dietimport, empresa
fornecedora das lojas Celeiro, «representa uma alternativa
ao leite de vaca, responsável, em muitos casos,
por alergias». A farmacêutica acrescenta que
bastam 25 gramas diários de proteína da
soja para baixar os níveis de LDL («mau»
colesterol) e subir os de HDL («bom» colesterol).
«Não
há receitas milagre», frisa
Francisco Varatojo, presidente do Instituto Macrobiótico
de Portugal. O consultor alimentar não se cansa
de lembrar – nas palestras, consultas e no seu livro
– que a comida processada, com gorduras hidrogenadas
(utilizadas na composição de margarinas,
de bolos e de fritos) e excesso de açúcares
de rápida absorção se reflete em
problemas do pâncreas, do fígado, dos pulmões,
dos ossos e, até, dos ovários. O primeiro
passo para uma «saúde de ferro»? «Esquecer
a carne vermelha, a manteiga e o açúcar
fino, escolher as gorduras saudáveis para o coração
– as dos peixes – e apostar nos cereais integrais.»
Regresso ao básico
Aos poucos, o trabalho laboratorial ganha consistência
à mesa: troca-se à manteiga pelo azeite extravirgem
(o menos ácido) ao barrar o pão, voltando
à tradição mediterrânica. Sobretudo
depois de estudos epidemiológicos confirmarem que
o padrão alimentar de Creta – com origem no
azeite – é melhor para o coração
do que o japonês (fraco em matérias gordas)
e o dos países escandinavos (mais consumo de leite
e de gorduras saturadas, aparentemente na base do maior
índice de doenças cardíacas e de osteoporose).
Segundo um artigo publicado na última edição
da revista Nature, o azeite tem propriedades semelhantes
aos analgésicos – devido ao oleocanthal –
e o seu consumo diário pode ter efeitos a longo prazo
no alívio da dor, do mesmo modo que a aspirina é
benéfica para os doentes cardíacos.
Voltar ao tempo em que mal se falava de indústria
alimentar, de hipermercados e de cadeias de comida rápida
é, agora, a palavra de ordem. O segredo para satisfazer
as necessidades básicas do organismo, sem cair na
obesidade e noutras complicações de saúde,
consiste em reduzir fritos e fumados, substituir gorduras
saturadas (as da carne vermelha e da manteiga) e hidratos
de carbono de combustão rápida (bolos, pão
«de conserva») por óleos de peixe –
como o de bacalhau – e por vegetais e açúcares
de absorção lenta, presentes nos cereais integrais,
nos pães de mistura, na batata, no arroz completo,
na massa e nas leguminosas secas (ervilhas, grão).
«E se fizer cinco a seis refeições por
dia evita crises de fome e mantém estáveis
os níveis de açúcar no sangue, controlando
melhor a glicemia», acrescenta ainda a dietista Margarida
Barradas, da Associação dos Diabéticos
de Portugal.
Equilíbrio
é preciso
«Há que repensar o modelo alimentar dos países
desenvolvidos e ir além do estudo de nutrientes»,
avança Nuno Borges, investigador em alimentos funcionais
da Faculdade de Ciências da Nutrição,
no Porto. O docente admite que se acredita em muita coisa
sem fundamento, mas reconhece o potencial das descobertas
já feitas e seu impacto na saúde pública.
Mas «nem todos os benefícios provados serão
garantidos para todos, porque há outras condicionantes
em jogo, como a hereditariedade e o ambiente em que se vive,
além do trajeto biográfico de cada um»,
adverte o especialista Xavier Malcata.
«Até hoje, ninguém encontrou o Santo
Graal da alimentação», ironiza o cardiologista
Manuel Carrageta. O clínico está convencido
de que não faz sentido «diabolizar ou santificar
o que se come». O essencial está no que se
faz com o que se come e na energia que se gasta –
ou não – após o repasto.
Há 2.400 anos,
Hipócrates dizia: «Deixa a tua alimentação
ser o teu remédio e o teu remédio a tua alimentação.»
Traduzido para a sociedade tecnológica de hoje, a
melhor dieta é a que é funcional para todo
o organismo e não apenas uma parte. Em conjunto com
uma série de outros cuidados, a ciência pode
dizer, com escassa margem de erro, que «uma maçã
por dia afasta o médico da freguesia».
Alergias
Vitaminas e ácidos gordos ômega-3 estão
na base de defesas do organismo em condições.
«Há estudos que mostram a relação
entre as inflamações respiratórias
infantis e o consumo de más gorduras», afirma
a alergologista Natália Ferreira. Segundo diz, as
boas gorduras travam a ação de agentes infecciosos
e de doenças como a asma e a rinite; os alimentos
com vitaminas C e E também são essenciais.
Peixes gordos (bacalhau, salmão selvagem, cavala,
anchova, sardinha, arenque, atum)
Citrinos
(laranja, limão, lima)
Óleo
de girassol
Batata-doce
Arroz
(isento de glúten)
Alho
Cebola
Cérebro
O efeito dos ácidos gordos ômega-3 na estabilização
do humor e no alívio da depressão foi demonstrado
há quatro anos pelo investigador americano Andrew
Stoll. O presidente do Instituto da Inteligência,
Nélson Lima, sublinha que a potência cerebral
ótima requer exercício mental – neurofitness
– e refeições pouco calóricas
e ricas em vitaminas, para facilitar funções
cognitivas e proteger as células do ataque dos radicais
livres.
Peixes gordos
Peças
de caça
Algas
marinhas
Beldroega
Aveia
Espinafres
Morangos
Coração
«Se os 25 países
da União Européia aumentarem o consumo de
frutas e vegetais podem prevenir mais de 7% das doenças
cardiovasculares e 4% de ataques cardíacos.»
A conclusão do estudo da European Heart Network é
corroborada pelo cardiologista Manuel Carrageta, que adianta:
«Para ter um coração em forma e bons
níveis de colesterol precisa comer peixe pelo menos
duas vezes por semana, cortar no sal e nos fritos, fazer
exercício e tomar um copo de vinho à refeição.»
Os alimentos ricos em potássio também favorecem
a atividade do músculo cardíaco.
Peixes
Alcachofra
Tomate
Uvas
e vinho
Alho
Banana
Frutos
secos
Canela
Estrutura óssea
Seiscentos miligramas
diários de cálcio e vitamina D são
os combustíveis do esqueleto. Para fixá-los
no organismo, «nada mais eficaz que o exercício
físico, o consumo de fontes de cálcio e a
exposição cuidada ao sol», informa a
nutricionista Florbela Mendes
Lacticíneos
Brócolis
Couves
Amêndoas
Manteiga
de sementes de sésamo
Tofu
(soja)
Funcionamento intestinal
Portugal é o país da União
européia com maior incidência de câncer
do cólon. O gastrenterologista Hermano Gouveia insiste
na prevenção alimentar: «As doenças
do intestino resolvem-se com uma nutrição
funcional, como a mediterrânica.» Com uma flora
sensível e rico em neurotransmissores, o intestino
é visto pela ciência como o nosso cérebro
emocional. Nutri-lo e tratá-lo beneficia todo o sistema
de defesas.
– Para evitar a diarreia
e colite úmida
Cereais
com baixo teor de fibras (arroz)
Torradas
Cenoura
Vegetais
cozidos
Chá
– Para evitar a obstipação
Pão de mistura ou integral
Cereais inteiros
Frutos tropicais
Saladas
cruas
– Para a regulação
da flora intestinal
Iogurtes
probióticos
Kefir
(fungo que fermenta o leite; em grãos ou na forma
natural, conhecido por «flor do iogurte»)
Vida sexual
O marisco (devido aos teores de zinco) e os peixes
gordos são amigos da virilidade, os citrinos e os
frutos silvestres da fertilidade. «O ácido
fólico contido nos cereais do pequeno-almoço
pode prevenir malformações do tubo neural
do feto», esclarece o médico portuense Alberto
Barros, embora admita que, na fase pré-reprodutiva,
o controlo de outros fatores é mais importante (evitar
o álcool, o tabaco, o stresse e a comida processada).
A nutricionista Alexandra Bento sublinha a importância
das hormonas vegetais (isoflavonas) na menopausa, «como
alternativa à terapia hormonal de substituição».
Peixe
Abacate
Azeite
(seio)
Aveia
(síndrome pré-menstrual)
Tomate
(próstata)
Cereais
(gravidez)
Soja
(menopausa)


Mitos
que a ciência desmente
Bebidas Alcoólicas
Crença: Matam a sede e melhoram
o desempenho sexual.
Fato: Desidratam e, apesar de aumentarem
o desejo, reduzem a performance.
Água
Crença: Bebê-la antes ou durante
as refeições faz aumentar o peso.
Fato: Com zero calorias, a sua ingestão
reduz a sensação de fome e elimina toxinas,
podendo até ajudar a emagrecer.
Sopa
Crença: Uma entrada dispensável
para quem quer manter a linha.
Fato: Regra n.° 1 do combate à
obesidade, por ser rica em vitaminas e sais minerais, ideal
para hidratar e nutrir.
Gorduras
Crença: Devem ser interditas, num
regime alimentar saudável.
Fato: Os açúcares refinados
(pastelaria, por exemplo) são mais perigosos para
a saúde que as gorduras; neste grupo, os ácidos
gordos ômega-3 são essenciais e a sua falta
traz complicações ao corpo e à mente.
Hidratos de Carbono
Crença:
O arroz e a massa no mesmo acompanhamento são uma
bomba calórica a evitar.
Fato: Se, juntos, tiverem o mesmo valor
calórico de uma dose, o equilíbrio está
garantido.


A
cafeína rejuvenesce
Usado na medicina chinesa para tratar a asma, a icterícia
e as dores de cabeça (por ação da cafeína),
o «cafezinho» funciona quase como um cartão-de-visita.
Esta bebida facilita a concentração e atenua
sintomas depressivos, sendo igualmente conhecida pelos seus
efeitos laxantes e diuréticos. Contudo, mais de quatro
chávenas por dia podem desidratar o organismo e sobrecarregar
o sistema endócrino.
Estudos recentes, realizados na universidade americana de
Scranton, apontaram para resultados surpreendentes: entre
uma centena de alimentos, o café provou ser o mais
rico em antioxidantes. O seu consumo moderado permite neutralizar
os efeitos dos radicais livres, responsáveis por
doenças crônicas e envelhecimento prematuro.


Combater
o HIV às refeições
«Através do regime alimentar é possível
minimizar os efeitos colaterais da terapia e controlar o
peso, duas questões que afetam diretamente estes
doentes crônicos». Vitor Dauphinet, especializado
em doentes com AIDS, mostra-se satisfeito com a adesão
dos profissionais de saúde às ações
de formação anuais - de três dias -
sobre nutrição e HIV. Hoje inicia-se a 3ª
edição, no Instituto Superior de Ciências
da Saúde Egas Moniz, Monte da Caparica, com o patrocínio
da Comissão Nacional da Luta contra a AIDS e Ordem
dos Farmacêuticos.
Coordenador
científico destas ações e a trabalhar
no Hospital Prisional São João de Deus, em
Caxias, Vitor destaca alimentos úteis no fortalecimento
das defesas orgânicas: «Peixe, pelo seu efeito
anti-inflamatório; cevada, aveia, maçã
e legumes por conterem fibras solúveis que regulam
a mucosa intestinal, implicada na resposta inflamatória;
e alimentos ricos em micronutrientes». Neste grupo,
o nutricionista prioriza as ostras, o gérmen e farelo
de trigo como fontes de zinco, o selênio, presente
nas amêndoas, e as vitaminas A (no fígado,
cenoura, manga e lacticínios) e E (óleos vegetais).


A
obesidade já é considerada uma epidemia
pela Organização Mundial de Saúde e,
como doença, deve ser tratada.
A
obesidade infantil é uma realidade que pode provocar
diversos problemas de saúde. A recomendação
dos médicos é que a criança obesa deve
ser submetida a uma completa e minuciosa análise
e a um exame físico.
Os médicos alertam para a importância da presença
dos responsáveis pela criança durante os exames
e tratamentos."A responsabilidade pela boa
alimentação não é só
do médico. Compete aos pais dar o exemplo de uma
boa alimentação".Isso depende
de uma conscientização geral da sociedade.
Por isso, as estatísticas da Organização
Mundial da Saúde (OMS) indicam que, se os pais dessas
crianças e adolescentes não mudarem agora
os hábitos de vida dos filhos, mais de 70% deles
farão parte de uma geração de gordos,
vítimas em potencial de doenças como a diabetes
e cardiopatias.
Prevenção
é o caminho. A prevenção da obesidade
deve começar no útero da mãe, que deve
ter uma alimentação balanceada para não
prejudicar a saúde de nenhum dos dois. Nos seis primeiros
meses de vida, a criança precisa somente do leite
materno. "Do ponto de vista nutricional, o bebê
não precisa de mais nada". A partir dos seis
meses, o bebê pode ser alimentado também com
papinhas, frutas e continuar mamando no peito. "O leite
materno é importante na prevenção da
obesidade".
Os
cuidados na alimentação devem continuar durante
o crescimento da criança. Para tanto, é importante
que a família se alimente bem. "A criança
vai comer o que os pais comerem. Não adianta falar
que a comida gordurosa faz mal se o pai e a mãe comem.
É a mesma coisa que um pai fumante falar com o filho
que o cigarro faz mal e que ele não deve fumar. A
criança segue exemplos".
Na
escola é importante enfatizar a hora do recreio.
"A função da escola é educar,
inclusive durante o recreio. As cantinas devem oferecer
opções saudáveis, o que é muito
raro. A criança acaba comendo salgadinhos industrializados,
frituras e tomando refrigerante. Antigamente, a criança
levava pão com queijo, café com leite ou suco
em sua merendeira. Hoje, a alimentação é
mais calórica".
É
como explicar para a criança obesa que os amiguinhos
comem chocolate, biscoitos recheados, salgadinhos fritos,
tomam refrigerante e ele não deve acompanhar estes
hábitos? A criança entende mais fácil
que o próprio adulto. "É claro que inicialmente
é difícil. Ela acha que se levar uma fruta
para escola vai estar 'fazendo algo ridículo'. Mas
com o tempo ele percebe que a vida dela melhora e, mais
uma vez, é importante a participação
da escola neste processo".Os avós precisam se
conscientizar também. "Eles são do tempo
em que bebê gordinho é que era saudável.
Hoje a gente sabe que não é mais assim. E
costumam ficar indignados quando a mãe proíbe
que a criança coma biscoitos recheados e chocolates
o tempo inteiro".
A
mudança de hábitos é necessária,
porque, em alguns casos, a auto-estima da criança
obesa pode ser afetada. "Os amiguinhos não têm
'papa na língua' e chamam o coleguinha por diversos
apelidos inconvenientes", lembra a médica. A
criança se afasta do grupo e fica, cada vez mais,
dentro de casa na frente da televisão e do computador.
Outro
dado que deve estar aliado à alimentação
é a prática de esportes. "Na escola,
a aula de educação física não
é suficiente para a criança gastar o tanto
de calorias que ingeriu. Antes, as crianças ficavam
brincando de queimada, esconde-esconde a tarde inteira e
tinham uma alimentação saudável com
frutas, verduras e legumes e tomava suco. Refrigerante só
em dia de festa. Por isso, é importante a conscientização
e prevenção, mas isso demora um pouco.
Clique
aqui e leia o artigo sobre o lanche na escola O lanche na
escola tem sido alvo de grandes preocupações
de pais e educadores que, muitas vezes, não sabem
o que servir às crianças nesse horário.
As ofertas do mercado de alimento são muitas, em
se pensando em produtos fáceis de serem transportados
e de boa aceitação; porém, nem sempre
são os mais adequados para atender às necessidades
nutricionais das crianças.
Para
crianças pequenas, uma refeição simples,
como o lanche da tarde ou da manhã, pode ter uma
grande importância nutricional, pois pode coincidir
com um horário em que a criança sinta mais
fome, além de receber, normalmente, alimentos de
fácil aceitação nesse horário
(leite, pão, bolo, frutas etc). Por isso mesmo, é
importante que a qualidade dos alimentos oferecidos nesses
pequenos lanches, incluindo o lanche da escola (merenda)
seja de bom valor nutricional, mas de forma que não
comprometa a aceitação das refeições
posteriores.
Se
o lanche oferecido for excessivamente calórico, composto
por frituras, alimentos açucarados, refrigerantes
e similares, como a quantidade de calorias será elevada,
dificilmente a criança aceitará, com facilidade,
a refeição posterior (almoço ou jantar),
o que pode comprometer a sua nutrição. Um
grande erro alimentar é permitir que a criança
coma mais no horário dos lanches do que no horário
das refeições principais (almoço e
jantar).
Como
o tempo de digestão e a capacidade gástrica
(volume alimentar que o estômago suporta) na criança
não são iguais aos dos adultos, a satisfação
provocada por uma refeição à base de
leite e biscoitos açucarados, por exemplo, pode se
prolongar por muito tempo em uma criança pequena,
reduzindo o apetite para a próxima refeição.
A
obesidade infantil, fato que tanto preocupa hoje médicos
e nutricionistas, está relacionada ao alto consumo
dos alimentos do tipo lanche (hambúrguer, batata
frita, refrigerantes, doces, chocolate etc) e baixo consumo
das refeições salgadas (arroz, feijão,
legumes etc).
Seguem abaixo algumas dicas para o preparo do lanche para
a merenda escolar, pensando-se nas necessidades nutricionais
e na aceitação das crianças.
Observe
se a escola tem alguma forma de guardar alimentos que os
alunos levem para o lanche (geladeira), o que tornará
possível uma maior variedade no cardápio.
Todos
os lanches devem ser acompanhados por algum tipo de proteína
(carne, queijo, ovos, leite etc), podendo ser utilizados
das formas mais variadas: bolos e tortas salgadas com recheio
de carne ou frango, assados do tipo pastéis com recheio
de queijo ou carne, sanduíches com carne ou embutidos
de carne e queijo etc.
É
importante que o leite (ou seus derivados) esteja presente
em todos os lanches, o que pode ser feito através
da adição de queijo nos sanduíches
ou salgados, quando o leite não estiver presente.
Usar
apenas eventualmente os embutidos de carne (presunto, mortadela,
salsicha etc), pois são produtos com grande concentração
de sal e sofrem adição de conservantes químicos
em seu processo de fabricação. Também
contêm uma grande porcentagem de gordura, devendo-se
se dar preferência, quando utilizá-los, aos
do tipo "light", principalmente para o caso de
crianças que já estejam com excesso de peso.
Alternar
alimentos salgados e doces é uma boa alternativa
para atender ao paladar da criança, ou seja, no dia
em que for servido um sanduíche à base de
frango e queijo, por exemplo, não será oferecido
biscoitos doces, ficando esses para o acompanhamento de
uma vitamina de fruta ou iogurte de frutas.
Quando
se tem pouca opção de guarda de alimentos,
ou seja, não houver local de estocagem adequado na
escola (as quais deveriam providenciar uma geladeira para
essa finalidade, desde que o número de alunos o permita),
o melhor é pensar em lanches que possam ficar à
temperatura ambiente por um tempo maior, sem o risco de
estragarem. Nesses casos, pode-se optar pelos sucos ou produtos
à base de leite (como achocolatados ou vitaminas)
em embalagens do tipo longa vida, que não exigem
a temperatura de geladeira até serem abertos para
o consumo. Os queijos fundidos (tipo "polenguinho")
também podem ser utilizados no preparo de sanduíches
ou para serem consumidos junto a biscoitos e pães.
Sempre
é bom evitar alimentos excessivamente salgados, gordurosos
ou doces. Biscoitinhos salgados têm, normalmente,
muito sal e muita gordura adicionados; biscoitos recheados
têm, igualmente, altas quantidades de gordura, além
do excesso de açúcar. Tais alimentos podem
levar a problemas de saúde e fazer surgir, mais cedo,
alguns processos patológicos para os quais a criança
já tenha predisposição hereditária
(exemplo: diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão,
etc).
O
mais importante é garantir que a quantidade consumida
seja suficiente para atender à fome naquele horário
específico, mas não gere excessos que impeçam
a aceitação da próxima refeição.
Para isso, é bom observar a criança em casa,
como ela se comporta nos horários das refeições
(em termos de volume e aceitação) para não
alimentá-la em excesso ou deixá-la com fome
no horário da escola, o que certamente trará
prejuízos no seu rendimento escolar.
As
cantinas das escolas poderiam ser uma boa alternativa para
preparo de alimentos frescos e de bom valor nutricional,
mas, infelizmente, acabam atendendo apenas ao paladar das
crianças. Para mudar essa situação,
seria importante um bom relacionamento entre pais e diretores
das escolas, de modo a decidirem juntos que tipo de alimentos
serão oferecidos na cantina durante a semana. Uma
boa programação de lanches na própria
escola, pode se tornar bastante vantajoso para os pais,
pois podem representar o mesmo gasto financeiro, mas com
menor preocupação diária e maior capacidade
de oferecer, aos alunos, uma alimentação mais
variada e de melhor qualidade.
É
importante lembrar da necessidade de hidratação
das crianças na idade escolar, pois costumam ser
extremamente ativas e perdem líquidos com facilidade.
Sempre é bom cuidar para que bebam água durante
o horário de escola, independente do lanche oferecido,
o que deve ser enfatizado por pais e educadores


ÁGUA
X Coca-Cola
Um copo de água corta a sensação
de fome durante a noite para quase 100% das pessoas em regime.
É o que mostra um estudo na Universidade de Washington.
Falta de água é o fator nº 1 da causa
de fadiga durante o dia.
Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água
por dia poderiam aliviar significativamente as dores nas
costas e nas juntas em 80% das pessoas que sofrem desses
males.
Uma mera redução de 2% da água no corpo
humano pode provocar incoerência na memória
de curto prazo, problemas com matemática e dificuldade
em focalizar um écran de computador ou uma página
impressa.
Beber 5 copos de água por dia diminui o risco de
cancro no cólon em 45%, pode diminuir o risco de
cancro de mama em 79% e em 50% a probabilidade de se desenvolver
cancro na bexiga.
Você está bebendo a quantidade de água
que deveria, todos os dias?
Coca-Cola
Em muitos estados nos EUA as patrulhas rodoviárias
carregam dois galões de Coca-Cola no porta-bagagens
para serem usados na remoção de sangue na
estrada depois de um acidente.
Se
você puser um osso numa uma tigela com Coca-Cola ele
se dissolverá em dois dias.
Para limpar casas de banho: despeje uma lata de Coca-Cola
dentro do vaso sanitário e deixe a "coisa"
decantar por uma hora e então dê descarga.
O
ácido cítrico na Coca-Cola remove manchas
na louça.
Para remover pontos de ferrugem dos pára-choques
cromados de automóveis esfregue o pára choques
com um chumaço de papel de alumínio (usado
para embrulhar alimentos) molhado com Coca-Cola.
Para
limpar corrosão dos terminais de baterias de automóveis
despeje uma lata de Coca-Cola sobre os terminais e deixe
efervescer sobre a corrosão.
Para
soltar um parafuso emperrado por corrosão aplique
um pano encharcado com Coca-cola sobre o parafuso enferrujado
por vários minutos.
Para remover manchas de graxa das roupas despeje uma lata
de Coca-Cola dentro da máquina com as roupas com
graxa, adicione detergente. A Coca-cola ajudará a
remover as manchas de graxa.
A
Coca-cola também ajuda a limpar o embaciamento do
pára-brisa do seu carro.
Para sua informação:
O ingrediente ativo na Coca-Cola é o ácido
fosfórico.
Seu
PH é 2,8. Ele dissolve uma unha em cerca de 4 dias.
Ácido
fosfórico também rouba cálcio dos ossos
e o maior contribuinte para o aumento da osteoporose. Há
alguns anos, fizeram uma pesquisa na Alemanha para detectar
o porquê do aparecimento de osteoporose em crianças
a partir e 10 anos (pré-adolescentes). Resultado:
Excesso de Coca-Cola, por falta de orientação
dos pais.
Para
transportar o xarope de Coca-Cola, os caminhões comerciais
são identificados com a placa de Material Perigoso
que é reservado para o transporte de materiais altamente
corrosivos.
Os distribuidores de Coca-Cola têm usado a coca para
limpar os motores de seus caminhões há pelo
menos 20 anos.
Mais
um detalhe: A Coca Light tem sido considerada cada vez mais
pelos médicos e pesquisadores como uma bomba de efeito
retardado, por causa da combinação Coca +
Aspartame, suspeito de causar lúpus e doenças
degenerativas do sistema nervoso.
A
pergunta é:
"Você gostaria de um copo de água
ou um copo de Coca-Cola?"